Não fique aí remando contra a maré. Se não for pra ser, não vai ser. Caio Fernando Abreu


byroglyphics:

I have a new print ‘Pleiades’ available from Knee Deep in Sleep.

Edition of 50 -signed, embossed and supplied with a certificate of authenticity.

Printed on  Hahnemühle PhotoRag 310gsm paper. 59 x 42 cm

Please click on the link or the image for further information. http://bit.ly/tLtw0H


“Durante os últimos 521 dias busquei um mapa que me levasse à algum lugar que me fizesse alcançar um determinado sonho nunca próximo de obtê-lo ou concretizá-lo, desperdiçando mais de um ano cheio de expectativas feitas aos pedaços, fragmentadas e quebradas. Talvez nenhuma possibilidade de adquirir tal devaneio tivesse dado corretamente como planejado, porém nunca deixando de pô-lo em mente e nunca desistir de tal desejo que, quem sabe, se tornaria eficaz. Porque eu nunca saberia o que poderia acontecer amanhã, daqui uma hora, três minutos, meio instante, mesmo sempre havendo planejado a maior parte do meu tempo. As últimas decisões importantes que tomei foram de um nível catastrófico o suficiente para que um universo paralelo se positivassem e todos que antes seguiam como uma certa porcentagem do meu mundo passassem a me desconhecer. Minha caminhada intrigante de sempre, passou por meus olhos na última noite escura, desta vez óbvia, e ao sentar na calçada gelada, ao inalar um odor forte de algo que me recordava, cai em mim. O mundo todo acordou e me deu um forte tapa na cara que me fez ver que nem tudo poderia se tornar aquilo que tanto desejei, felicidade. Felicidade? Talvez eu a tivesse por tanto tempo e nunca soube o que realmente significava para mim, enquanto agora, a esperava bater em minha porta a todo minuto. Todo minuto.
Nesse momento, me encontrei com a mão esquerda sobre o queixo, observando o nada, desviando as órbitas para a pequena estante desacomodada de livros, aqueles lidos por mim e entendidos pela metades, palavras complicadas que eu nunca ouviria em outro momento da vida, histórias fictícias que nunca saíram além do papel, essa coisa toda de todo mundo. Que índio tem hálito de baunilha? Que tipo de pessoa coloca o nome da filha de Capitulina? Que herói desconjuntado possuiria o nome Dom Quixote? Ser ou não ser, eis a questão? Que homem diminui o posto para ceder à um amor? Qual é a possibilidade de gêmeos idênticos se separarem no nascimento e um deles se tornar príncipe, enquanto o outro, mendigo? Que criança imagina um elefante engolido por uma cobra ao invés de um chapéu, sem estar drogada? Sim, eu sei, são apenas histórias nunca existidas, apenas relatos. Mas vendo esses numerosos livros sobre a estante, percebi que sempre vivi nisso, digo, na ilusão, nessas ficções estúpidas e inexistentes, vivi acreditando em tudo quanto é coisa, se ousassem em me dizer que fadas existiam, capaz de possivelmente acreditar. Era como viver constantemente em um certo vendaval, mesmo sabendo que a realidade era fora dele.
Me contentava com pouco e possuía olhos de ressaca após uma noite intensa assistindo filmes totalmente metódicos, encontrava-me em pura indignação depois do término de cada um deles só em pensar que nunca do que havia acabado de assistir, poderia se tornar real. Real? O que tu podes chamar de real? Aquele caso desfeito em que o homem trai sua mulher e ocorre uma investigação impecável sobre tal fato? Aquele acontecimento em que duas pessoas totalmente opostas terão de enfrentar o obstáculo de ficarem juntas devido ao acaso, e sem mais nem menos, dão certo? A probabilidade de você ser picado por uma aranha radioativa e adquirir poderes, é nula. Um gorila gigante se apaixonar por você e te levar para cima de um prédio, é algo inquestionável. Muito menos isso de estar em um lugar, atravessar alguma porta qualquer, e deparar-se em um cenário inverso. E agora, não menos importante, embora história real e trágica, a estatística me diz que você não irá fazer um cruzeiro, conhecer seu suposto príncipe encantado, ou que seja, Dicaprio, ambos se apaixonarem reciprocamente e terminarem o amor em cima de uma placa porque seu navio bateu em um iceberg. Porque por mais que os filmes possuem a intenção de te desviar da realidade, eles te levam para um lugar o qual você nunca estará em uma plena segunda ou sexta-feira de cão, aquelas que tu não suporta mais nenhuma palavra de qualquer pessoa.
E após alguns minutos olhando para o relógio de parede que ficava de frente a porta do quarto, e refletindo sobre tumultos internos, decidi olhar um dos poucos e um tanto quanto importantes, alguns fotográficos de infância, pura infância. Uma mistura de intensa nostalgia e saudade. No meio dessa viagem interior, percebi que, embora eu saiba que ainda falta algo, um pedaço que foi abandonado ao céu opaco, uma parte que foi jogada fora, uma metade que nunca existiu; tento fazer de cada segundo um tempo em extinção, aprendi que o tempo não irá parar para que eu possa lamentar sobre “águas passadas”, e faz parte do meu show continuar nessa metamorfose ambulante, embora encontro-me em despedida constante, creio que todos merecem todo amor que houver nessa vida ou até em outra, ou até com outra vida, nunca se sabe. O melhor, descobri que conhecimento vem de dúvida, afinal, eu nada sei.”
521, Ariel S. (via rockandsoda)

“Ah garoto, você ainda vai se arrepender. Você ainda vai olhar outros rostos e só vai ver o dela, vai escutar o toque do seu celular indicando que tem alguém ligando e vai suplicar que seja ela a dona da voz do outro lado da linha. Vai ver o jogo do seu time de futebol e não vai ter muita graça sem ter ela para torcer contra. Vai ouvir a música de vocês e não terá ela para dançar de um jeito desengonçado e bobo fazendo você sorrir feito uma criança. Vai ver o filme preferido de vocês no dia de frio e vai sentir falta da cabeça dela encostada no seu peito, daquele jeito, daquele jeito em que ela podia escutar as batidas do seu coração. Vai olhar nas contra-capas dos seus cadernos escolares e vai ver apenas o nome dela, em todos os cantos de cada folha. Vai abrir o seu armário e vai ver o seu casaco que ela costumava vestir nos dias de frio, que a propósito, era 2 vezes maior que seu corpo. Vai reler as cartas que elas escreveu quando vocês estavam juntos, e não vai ter ela para dizer que “ficou horrível”. Vai lembrar de promessas e planos que vocês fizeram juntos para um futuro distante, e vai sentir falta da voz fina dela no final te dizendo “Você promete mesmo?”. Vai conhecer pessoas que possui o nome que vocês tinham escolhido um dia para o filho de vocês, e vai lembrar de toda a teimosia até chegar a um acordo de ambas as partes. Vai passear nos lugares que costumavam ir e não vai ter a mão dela segurando a sua. Você vai sentir falta dela, garoto. Sabe por que? Porque você a deixou escapar.”
Relationshi-t   (via aluguefelicidade)

“Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.”
— Martha Medeiros  (via riick-paglioni)

“Não procure alguém que te complete. Complete a si mesmo e procure alguém que te transborde.”
Clarice Lispector   (via riick-paglioni)

Estou cansada de estar cansada porque estar cansada é cansativo.